O possivel é para os homens ,o impossivel é pra Deus

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

tipos de cirurgias disabsortivas

2. Procedimentos disabsortivos, que causam uma absorção incompleta do alimento


Embora essas operações também reduzam o tamanho do estômago, a bolsa do estômago criada é muito maior que a dos outros procedimentos. O objetivo é restringir a quantidade de alimento consumido e alterar o processo digestivo (diminuir a absorção) normal, mas para um grau muito maior. A anatomia do intestino delgado é alterada, para desviar os sucos biliares e pancreáticos, para que encontrem o alimento ingerido mais próximos ao meio ou final do intestino delgado. Com isso a absorção de nutrientes e calorias também é reduzida, mas para um grau muito maior do que com os procedimentos ditos como mistos.


Desvio Biliopancreático (Scopinaro)

  

Desvio Bilio Pancreático ( Cirurgia de Scopinaro )



Esta cirurgia remove aproximadamente 3/4 do estômago para causar a restrição da ingestão de alimento e redução da saída de ácido. Deixar estômago superior suficiente é importante para manter uma nutrição apropriada. O intestino delgado é então dividido, tendo uma extremidade ligada à bolsa do estômago, para criar o que é chamado de "tubo alimentar". Todo o alimento passa por esse segmento, no entanto, não muito é absorvido. Os sucos biliares e pancreáticos passam pela "alça biliopancreática", que é ligada à parte lateral do intestino próximo à extremidade. Isso fornece os sucos digestivos na seção do intestino, que agora é chamada de "alça comum". O cirurgião pode variar o comprimento da alça comum, para regular a quantidade de absorção de proteína, gordura e vitaminas solúveis em gordura.

Desvio Biliopancreático com Derivação Duodenal

"Duodenal Switch"  

 

Desvio Biliopancreático com "Derivação Duodenal"



Esse procedimento é uma variação do BPD, em que a remoção do estômago é restrita à margem externa, deixando uma alça  de estômago com o piloro e o início do duodeno em sua extremidade. O duodeno, a primeira parte do intestino delgado, é dividida para que a drenagem pancreática e biliar seja desviada. A extremidade próxima ao "tubo alimentar" é então ligada ao início do duodeno, enquanto a "alça comum" é criada da mesma maneira, conforme descrito acima.

Vantagens

  • Essas operações geralmente  permitem que o paciente consiga fazer refeições maiores que as do procedimento restritivo puro ou gastroplastia padrão com derivação em "Y de Roux";
  • Esses procedimentos podem causar uma perda maior de peso excessivo, pois fornecem os mais altos níveis de malabsorção;
  • A perda de peso excessivo pode ocorrer de 74% em um ano até 91% em cinco anos;
  • A manutenção a longo prazo da perda do peso corporal excessivo pode ser bem-sucedida, se o paciente adaptar-se e aderir a uma dieta honesta, com suprimentos, exercícios e regime comportamental.

Riscos

  • Para todos os procedimentos de malabsorção há um período de adaptação intestinal, quando os movimentos do intestino podem ser muito líquidos e freqüentes. Essa condição pode diminuir no decorrer do tempo, mas pode ser uma ocorrência permanente e vitalícia;
  • Inchaço abdominal e evacuação fétida ou gases podem ocorrer;
  • Monitoramento rigoroso e vitalício quanto à má nutrição de proteína, anemia e doença óssea é recomendado. Da mesma maneira, é necessário um complemento vitamínico vitalício. Em geral, observou-se que se as instruções de alimentação e complemento vitamínico não forem rigorosamente seguidas, no mínimo, 25% dos pacientes desenvolverão problemas que precisarão de tratamento;
  • As mudanças na estrutura intestinal podem resultar no aumento do risco de formação de cálculo biliar e necessidade de remoção da vesícula biliar;
  • O redirecionamento dos sucos biliares e pancreáticos, bem como de outros sucos digestivos, para fora do estômago pode causar irritação intestinal e úlceras;
  • Como o duodeno é desviado, a má absorção de ferro e cálcio pode resultar na redução do total de ferro do organismo e uma predisposição para anemia por deficiência de ferro. Essa é a principal preocupação para os pacientes que apresentam perda de sangue crônica, durante fluxo menstrual excessivo ou hemorragia de hemorróidas. Mulheres já em risco de osteoporose, que pode ocorrer após a menopausa, devem estar conscientes do potencial para perda intensificada de cálcio no osso;
  • O desvio do duodeno causou uma doença ósseo-metabólica em alguns pacientes, resultando em dor nos ossos, perda de altura, corcunda e fraturas nos ossos das costelas e quadris. Todas as deficiências mencionadas acima, no entanto, podem ser tratadas através de dieta apropriada e complementos vitamínicos;
  • Pode ocorrer anemia crônica, devido à deficiência de Vitamina B12. O problema geralmente pode ser tratado com pílulas ou injeções de B12;

3. Procedimentos mistos.


Gastroplastia com Derivação em Y de Roux (Cirugia de Fobi Capella)

Clique na figura abaixo  para visualizar
uma animação desta cirurgia

A gastroplastia com derivação em Y de Roux é o procedimento padrão ouro atual para cirurgia bariátrica pela SBCBM ( Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica ). É um dos procedimentos para perda de peso mais realizado no Brasil. Nesse procedimento, o grampeamento cria uma pequena (15 a 20 cc) bolsa do estômago. O restante do estômago não é removido, mas totalmente grampeado e separado da bolsa do estômago. A saída dessa bolsa formada passa direto para a parte inferior do jejuno, desviando assim a absorção de alimentos. Esse desvio é feito dividindo o intestino delgado pouco depois do duodeno, a fim de levá-lo até o estômago e construir uma ligação ( anastomose – ligação ) com a bolsa do estômago formada. A outra extremidade é ligada à lateral da alça em Y de Roux do intestino, criando a forma de "Y" que dá seu nome à técnica. O comprimento de um dos segmentos do intestino pode ser aumentado, para produzir níveis mais baixos ou mais altos de malabsorção.


Vantagens

  • A média para perda de peso excessivo, após o procedimento de Gastroplastia e derivação em “ Y de Roux”, geralmente é maior em um paciente complacente que após o procedimento restritivo puro;
  • Um ano após a cirurgia, a perda de peso pode chegar a 77-100% do peso corporal excessivo;
  • Estudos demonstram que, após 10 a 14 anos, 50-60% da perda de peso corporal excessivo foi mantida por alguns pacientes;
  • Demonstrou-se  que 70-90% de determinadas condições de saúde associadas  (dor nas costas, apnéia do sono, pressão sanguínea alta, diabetes e depressão) foram melhoradas ou solucionadas;
  • Teoricamente pode ser revertida.

Riscos

  • Como o alimento é desviado do duodeno, todas as considerações de risco discutidas na técnica anterior com derivação sobre a malabsorção de alguns minerais e vitaminas também se aplicam a essa técnica, apenas para um grau menor;
  • Uma condição conhecida como, "síndrome do esvaziamento rápido", pode ocorrer como resultado do rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado. Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces, após a cirurgia;
  • A parte desviada do estômago, duodeno e segmentos do intestino delgado não pode ser facilmente visualizada, usando um raio-x ou endoscopia, caso ocorram problemas como úlceras, hemorragias ou malignidade.

4. Técnicas alternativas

Balão Intragástrico



O balão intragástrico consiste na colocação de prótese, por via endoscópica, no interior do estômago diminuindo a capacidade de ingestão do paciente. É uma técnica transitória, após 4 a 6 meses o balão necessita ser removido (também por endoscopia). Pode ser utilizado em pacientes que não tem Indice de Massa Corporal (IMC) para serem submetidos à cirurgia e que necessitem perder peso. Entretanto, sua indicação mais importante está nos doentes com indicação de cirurgia que apresentam situação clínica desfavorável, coloca-se o balão e com o emagrecimento obtido o doente é operado posteriormente com menores riscos.



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